Construindo Cidades Verdes

Na visão de Du Plessis (2002), a construção sustentável é “…um processo holístico visando restaurar e manter a harmonia entre os ambientes natural e construído, ao mesmo tempo criando assentamentos que afirmem a dignidade humana e estimulem a igualdade econômica”.

Na prática a construção verde se baseia em criar estruturas e adotar processos ambientalmente responsáveis e eficientes no uso de recursos através do ciclo de vida de um edifício, desde a escolha da localização até o projeto, construção, operação, manutenção, renovações e desconstrução. O que complementa os projetos clássicos indo muito além dos aspectos relacionados e economia de projeto, utilidade, durabilidade e conforto nas construções.

As primeiras discussões sobre sustentabilidade nas construções foram na década de 70. A crise energética exigiu que novas tecnologias para um melhor aproveitamento de energia fossem utilizadas, e na busca da diminuição da dependência dos combustíveis fósseis. Surgiu então a agenda verde, com discussões sobre mudanças climáticas e construções verdes.

A Construção verde é a prática de criar estruturas e adotar processos ambientalmente responsáveis e eficientes no uso de recursos através do ciclo de vida de um edifício, desde a escolha da localização até o projeto, construção, operação, manutenção, renovações e desconstrução. Esta prática vai além e complementa as preocupações clássicas de projetos de edificações com economia, utilidade, durabilidade e conforto.

A Construção Civil merece atenção especial em se tratando de Construções Verdes. A urbanização deve sempre priorizar a preocupação com o meio ambiente. Os recursos hídricos, por exemplo, são fundamentais à sobrevivência humana, pois estão relacionados com geração de energia, produção agropecuária, desenvolvimento industrial, doméstico, dentre outros. Por isso, deve haver planejamento nas formas de uso da água nos projetos de construção como, por exemplo, meios possíveis de estocar água de chuva. Deve-se atentar também ao uso de materiais de isolamento acústico, a fim de proporcionar tranquilidade às pessoas que residem próximo e aos que habitarão aquele imóvel a ser construído. Outro fator importante, que demonstra preocupação socioambiental, é proporcionar ambientes que tenham vegetações, pois elas melhoram a qualidade do ambiente, proporcionando frescor.

Segundo Couto, Couto e Teixeira (2006, p. 05), “o uso de materiais reciclados irá encorajar indústrias e governos a investigar novas tecnologias para reciclar, e para criar uma rede de suporte mais larga para futura reciclagem e reutilização”. Nesse sentido, os autores mencionam que o uso de materiais reciclados pode ser uma das alternativas para uma construção mais sustentável. Logo, o uso de materiais sustentáveis evidencia maior responsabilidade com o meio ambiente, sendo interessante ampliar esse tipo de construção.

Sobre os materiais sustentáveis, Wieczynski (2015), destaca o tijolo ecológico, as placas ecológicas, captação de água de chuva e ressalta a importância ecológica desses materiais. Quanto ao tijolo, é ecológico porque, diferentemente do tijolo convencional, não precisa ser cozido em fornos, eliminando assim a utilização de lenha e a derrubada de dez árvores para a fabricação de mil tijolos.

Embora a Construção Civil seja necessária para o desenvolvimento das cidades, pode provocar danos, se não houver relação de equilíbrio entre construção e meio ambiente. Tal equilíbrio pode ser obtido por meio de um planejamento que leve em consideração as diversas proposições inerentes aos princípios de sustentabilidade, e que resultem em construções sustentáveis. Um planejamento socioambiental satisfatório no ambiente urbano minimiza os impactos ambientais.

A utilização de materiais sustentáveis nas construções e os princípios de sustentabilidade têm-se constituído como alternativas viáveis, mas é possível ampliar essas ações e colocá-las ainda mais em prática. Afinal, desequilíbrios ambientais podem ter consequências graves como falta de água, aumento do calor, maior poluição, dentre outras. Uma maior conscientização no ensino de técnicas sustentáveis para a construção civil, nessa perspectiva, pode contribuir para uma maior preocupação socioambiental, auxiliando o desenvolvimento sustentável.

Fontes:
– Comissão Mundial Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nosso Futuro Comum. 2 ed. Rio de Janeiro: FGV, 1991
– CIANCIARDI, G.; BRUNA, G. C. Procedimentos de sustentabilidade ecológicos na restauração dos edifícios citadinos. Cadernos de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo, v. 4, n. 1, p. 113-127, 2004. Disponível em: http://coral.ufsm.br/lasac/patrimonio5.pdf. Acesso em: 10 fev. 2019.
– JOHN, V. M. et al. Durabilidade e Sustentabilidade: desafios para a construção civil brasileira. In: Workshop sobre durabilidade das construções. 2002.

Escrito por Shayra Lauar. Empreendedora dos Cursos de Engenharia e Arquitetura da Faculdade Serra Dourada Altamira.

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